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MATÉRIAS
Chile é campeão da Copa América Centenário; Messi perde pênalti e fala em desistir da seleção

27/06/2016 - 04hs00 | Futebol

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Quando o juíz apitou o início da final da Copa América Centenário em Nova Jersey, a Argentina buscava a redenção. Afinal, em campo estava uma seleção que há 23 anos não ganha um título. Uma geração que vinha de duas finais seguidas em que foi vice (perdeu a Copa do Mundo de 2014 para a Alemanha e a Copa América 2015 para o Chile). Por falar naquela final do ano passado, a Copa América comemorativa de agora seria também decidida por Argentina e Chile. No ano passado, empate, prorrogação e pênalis. Quis o destino que isto também se repetisse. E a Argentina munida do maior jogador do mundo, Lionel Messi, precisava devolver a derrota de 2015 para o Chile, devovler aos argentinos o grito de campeão e dar a Messi seu primeiro título com a camisa azul e branca.


Primeiro Tempo


A bola então rolava diante de 82.026 pessoas e o que se via no primeiro tempo era um jogo truncado, tumultuado e agressivo. E isso levou o árbitro brasileiro Héber Roberto Lopes aplicar duas expulsões, uma para cada lado. O chileno Díaz recebeu dois amarelos por faltas em Messi (o segundo cartão bastante discutível, ja que o jogador argentino é quem trombou com o chileno) e deixou a partida aos 28 minutos. Rojo, lateral da Argentina, deu carrinho em Vidal e levou vermelho direto aos 42 minutos, em outro lance polêmico onde o jogador argentino entra na bola sem acertar o adversário, mas quando cai acaba acertando-o com um chute, levando o árbitro a expulsá-lo (de novo, um rigor exagerado) em meio ao tumulto que se formou com os jogadores.

Deixando de lado as faltas e o protagonismo desnecessário do árbitro, na primeira etapa a Argentina foi superior e só ela finalizou, diante de um Chile que cometia muitos erros. Na chance mais clara de gol para os hermanos, Higuaín perdeu um gol feito aos 20 minutos. Após falha de Medel, o jogador argentino ficou cara a cara com o goleiro chileno Bravo, mas ao chutar a bola saiu pela linha de fundo, passando ao lado trave com o gol vazio. Medel acabou se chocando com a trave ao correr para evitar o gol naquela que foi melhor chance da primeira etapa.


Segundo Tempo, Prorrogação e Pênaltis


No segundo tempo o Chile melhorou e passou a dominar o meio campo da Argentina, que se viu ameaçada e bem menos produtiva. Messi, bem marcado, não conseguia fazer boas jogadas. Aguero chutou duas vezes, mas a bola passou por cima da meta. Na prorrogação ele voltou a ter outra boa chance de cabeça, mas parou no goleiro Bravo. O Chile teve uma boa chance no fim do segundo tempo, mas Alexis Sánches não finalizou. Vargas tentou na prorrogação de cabeça, mas o goleiro argentino Romero impediu o gol.


Passaram-se 120 minutos, mas Argentina e Chile não saíram do 0 a 0. A decisão seria nas penalidades. Vidal foi o primeiro a bater. Mas chutou fraco e o goleiro Romero defendeu. Messi então foi para a cobrança e perdeu. O melhor mundo mandou a cobrança para fora, isolando a bola. O mundo caia sobre o jogador que precisava contar com pontaria de seus companheiros para evitar a derrota. Castillo cobrou o segundo pênalti para o Chile e converteu. O mesmo fêz Mascherano para a Argentina. A terceira cobrança também foi aproveitada pelas duas seleções: Aránguiz fez para os chilenos e Aguero para a Argentina. Na quarta cobrança, o Chile marcou com Beausejour, mas para desespero de Messi e da torcida argentina, Biglia chutou e Bravo defendeu. Silva cobrou o quinto e último pênalti e deu o título ao Chile. A história se repetia, o jejum se mantinha e o Chile consagrava sua geração de outo com o segundo título, se pondo de vez como a grande força do futebol sul-americano.


Messi fala em parar de jogar pela Seleção


O Chile comemorava seu segundo título sobre a Argentina enquanto o mundo falava em Messi. Para muitos, o quarto fracasso dele com a camisa da Argentina não diminiu a carreira extraordinária do jogador. Por outro lado, as redes sociais também ficaram repletas de comentários negativos sobre o craque. Na madrugada de domingo, depois da partida, Messi falou ao jornal TyC Sports e deu uma declaração bombástica. O atacante do Barcelona afirmou que não quer mais atuar pela seleção da Argentina: "Acabou a seleção para mim, é uma decisão tomada", disse o jogador. Veja a entrevista aqui (em espanhol).


Sem nunca ter sido campeão pela seleção argentina principal (Messi foi medalha de ouro com a Seleção Olímpica em Pequim 2008 e tem um Mundial Sub 20, vencido em 2005), o atacante de 29 anos se vê numa situação incômoda. Gênio no futebol espanhol, é cobrado por não ter um grande desempenho na seleção de seu país. Carrega sobre si o fardo de ser o grande nome de uma seleção que vem acumulando 23 anos sem ser campeã mesmo tendo um jogador eleito melhor do mundo e uma boa geração de jogadores.

A Argentina agora só poderá encerrar o jejum de títulos em 2018, na Copa da Rússia. Caso volte atrás no que disse, Messi jogará o mundial com 31 anos (e terá 35 em 2022). Ao falar em desistir da seleção, Messi pode estar sentindo que sua missão é grande e que o tempo de entrar para a história está ficando escasso demais. E só o tempo é que dirá como Messi será lembrado na história da seleção de seu país: por desistir, por fracassar ou por superar-se.

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