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MEMÓRIA
10 Anos da Copa do Mundo 2006: Cabeçada de Zidane, Vexame Brasileiro e Itália Tetra Mundial na Alemanha

12/06/2016 - 20hs00 | Futebol

Passados 32 anos da primeira Copa do Mundo em que foi anfitriã, quando ainda era dividida pela Muro de Berlim, a Alemanha, tri campeã mundial até então, recebeu de novo o mundial de futebol em 2006. 32 seleções disputaram o tão sonhado título; Angola, Costa do Marfim, Gana, Togo, Trinidad e Tobago, República Tcheca e Ucrânia chegavam pela primeira vez a Copa do Mundo. Entre os ja campeões do mundo, apenas o Uruguai ficara de fora. O Brasil chegava favorito como atual campeão do torneio e lutaria pelo Hexa. A Alemanha tentaria repetir o feito de vencer em casa.


A bola rolou entre 9 de Junho e 9 de Julho. No jogo de abertura, diferente dos anos anteriores, seria o país sede e não o campeão da Copa anterior a entrar em campo. Assim, a Alemanha enfrentou a modesta Costa Rica (bem diferente daquela que surpreendeu em 2014) e fez 4 a 2. O Brasil estava no Grupo F e estreiou no dia 13/06 contra a Croácia. Diferente do que se pensava, o jogo não foi tão fácil para nossa seleção que venceu por 1 a 0, gol de Kaká. No segundo jogo, em 18/06, o Brasil enfrentou a fraca seleção da Austrália e venceu por 2 a 0 (gol de Adriano e Fred). No último jogo da primeira fase, no dia 22/06, o Brasil jogou contra o Japão, cujo técnico era Zico. Mas nossa seleção, comandada por Carlos Alberto Parreira goleou por 4 a 1 (dois de Ronaldo Fenômeno, um de Juninho Pernambucano e outro de Gilberto Silva); Tamada marcou para os japoneses.


A primeira fase terminou com os seguintes classificados: Alemanha e Equador no Grupo A; Inglaterra e Suécia no Grupo B; Argentina e Holanda no Grupo C; Portugal e México no Grupo D; Itália e Gana no Grupo E; Brasil e Austrália no Grupo F; Suíça e França no Grupo G (a Suíça surpreendeu passando em primeiro e a França quase ficou de fora); Espanha e Ucrânia no Grupo H. Polônia, Costa Rica, Paraguai, Trinidad e Tobago, Costa do Marfim, Sérvia e Montenegro, Angola, Irã, República Tcheca; Estados Unidos, Croácia, Japão, Coréia do Sul, Togo, Tunísia e Arábia Saudita voltaram para casa mais cedo.


Segunda Fase


Nas oitavas de final, as grandes seleções mostraram sua força. A Alemanha venceu a Suécia por 2 a 0; a Argentina bateu o México por 2 a 1 na prorrogação; a Italia venceu a Austrália por 1 a 0. Suíça e Ucrânia, as surpresas da Copa, foram aos pênaltis e os ucrânianos de Shevchenko (que perdeu um pênalti nessa disputa) passaram para as quartas graças as três defesas de seu goleiro, Oleksandr Shovkovskyi. A Inglaterra despachou o Equador por 1 a 0 e Portugal levou a melhor contra a Holanda por 1 a 0 (num jogo com 12 cartões amarelos 4 vermelhos, dois para cada time - considerado o jogo mais violento da história das Copas).

A França desencantou finalmente e passou pela Espanha, vencendo por 3 a 1. O Brasil enfrentou Gana e passou fácil. Na vitória de nossa seleção por 3 a 0, Ronaldo Fenômeno marcou e tornou-se o maior artiheiro da história das Copas (título que perderia para o alemão Klose, em 2014, no fatídico jogo dos 7 x 1). Além dele, Adriano e Zé Roberto também marcaram contra os ganeses.


As quartas de final tiveram dois encontros de campeões do mundo e praticamente virou quase uma "Eurocopa". A Alemanha enfrentou a Argentina e venceu por nos pênaltis por 4 a 2 (1 a 1 no tempo normal). A Itália não tomou conhecimento da Ucrânia e fez 3 a 0. Inglaterra e Portugal foram para os pênaltis e os lusitanos comandados por Luís Felipe Scolari surpreenderam: após 0 a 0 no tempo normal, Portugal venceu por 3 a 1 nos pênaltis.


A meia de Roberto Carlos "tira" o Brasil da Copa


01 de Julho de 2006. Brasil e França entram em campo pelas quartas de final da Copa do Mundo. 6 títulos mundiais em campo, uma constelação de craques e um trauma. Os franceses ja haviam sido carrascos do Brasil em 2 Copas: em 1986, nas quartas de final, e em 1998, na final. Era a hora do favoristismo exacerbado da imprensa sobre nossa Seleção realmente vir a tona para exorcizar o passado. Mas o Brasil foi muito aquém do esperado. Sem criatividade, sem chutar a gol e sem garra alguma, o Brasil decepcionou. Zidane, de novo, foi o carrasco de nossa seleção, mostrando um grande futebol. Henry foi o homem do gol da França.

Aos 12 minutos do segundo tempo, Zidane cobrou falta da esquerda e Henry desviou para o gol. Roberto Carlos, lateral do Brasil, que deveria estar marcando o jogador da França, arrumava a meia no momento da cobrança e deixou o jogador livre para fazer 1 a 0. No restante do jogo, o time de Parreira não reagiu. O único chute a gol de perigo do Brasil veio aos 39 do segundo tempo. "De novo a França", dizia a capa do jornal O Globo do dia seguinte. De favoritos a piada (a meia de Roberto Carlos virou motivo de zoação principalmente do humorístico "Casseta e Planeta", da Rede Globo, na época), a seleção caiu nas quartas de final.


Em 04 de Julho, Alemanha e Itália fizeram o jogo mais emocionante da Copa até então. Após 0 a 0 nos 90 minutos, a Itália não deixou que a seleção afitriã chegasse a final. Pirlo e Del Piero marcaram e levaram a torcida alemã as lágrimas. Na outra semifinal, a França passou por Portugal por 1 a 0. Portugal e Alemanha disputaram o terceiro lugar e a seleção da casa levou a melhor por 3 a 1.


Copa 2006

Ainda que o jogo em si seja digno de grandes recordações, a final da Copa 2006 será lembrada por um fato inusitado. Genial com a bola nos pés, Zidane encerrava a carreira naquele jogo. Mas o mundo inteiro não imaginava que o último lance do maestro Zizu seria por uma explusão, depois de uma cabeçada em Materazzi, zagueiro da Itália. Justamente eles, que marcaram os gols no empate no tempo normal, acabaram protagonizado o momento histórico. Fala-se que Materazzi teria ofendido a irmã do jogador francês que reagiu com a cabeçada (tão lembrada que foi repetida por Homer Simpson num episódio do desenho "Os Simpsons"). Após a expulsão, na prorrogação, nada de gols. A decisão veio nos pênaltis, terminando em 5 x 3 Trezeguet perdeu uma cobrança e a Itália comemorou o tetra em Belim.

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